Naim era uma pequena aldeia da Galiléia, simples, silenciosa e socialmente vulnerável. Ali, à porta da cidade, duas multidões se encontram:
- uma seguindo Jesus, portadora de vida
- outra acompanhando um cortejo fúnebre, carregando a morte
O contraste é profundo: vida e morte frente a frente.
Lucas faz questão de destacar três detalhes:
- o jovem era filho único
- a mulher era viúva
- agora, ela estava sozinha
Na cultura judaica do século I, isso significava:
- perda emocional
- perda social
- perda econômica
- ausência total de proteção
Humanamente falando, não havia futuro.
O texto diz algo extraordinário:
“Vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela…”
(Lucas 7:13)
A palavra original usada por Lucas aponta para uma compaixão visceral, profunda, que nasce no interior.
Jesus não ignora o sofrimento, não espiritualiza a dor e não acelera o passo.
Ele para.
Ele vê.
Ele se compadece.
A Palavra que Ressuscita
Jesus toca o esquife — algo impensável para os padrões religiosos da época — e declara:
“Jovem, eu te digo: levanta-te!”
Não houve oração longa.
Não houve ritual.
Houve autoridade.
A morte obedece à voz daquele que é a própria Vida.
O Milagre que Restaura Relações
O texto afirma:
“E Jesus o entregou à sua mãe.”
O maior milagre não foi apenas o jovem voltar a viver, mas uma mulher voltar a ter esperança.
Jesus não ressuscita apenas corpos — Ele restaura destinos.

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