A Ressurreição do Filho da Viúva de Naim



O Pastor Lehandro Souza na Cidade de Sirinhaem.

Quando Jesus Encontra a Dor Humana O Evangelho de Lucas registra um dos encontros mais comoventes do ministério de Jesus . Não foi um pedido de milagre, não foi um clamor de fé — foi um encontro entre a dor humana e a compaixão divina.
“Pouco depois, Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim…”
(Lucas 7:11).

Naim era uma pequena aldeia da Galiléia, simples, silenciosa e socialmente vulnerável. Ali, à porta da cidade, duas multidões se encontram:


  • uma seguindo Jesus, portadora de vida
  • outra acompanhando um cortejo fúnebre, carregando a morte

O contraste é profundo: vida e morte frente a frente.


Lucas faz questão de destacar três detalhes:


  • o jovem era filho único
  • a mulher era viúva
  • agora, ela estava sozinha

Na cultura judaica do século I, isso significava:


  • perda emocional
  • perda social
  • perda econômica
  • ausência total de proteção

Humanamente falando, não havia futuro.


O texto diz algo extraordinário:


“Vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela…”

(Lucas 7:13)


A palavra original usada por Lucas aponta para uma compaixão visceral, profunda, que nasce no interior.

Jesus não ignora o sofrimento, não espiritualiza a dor e não acelera o passo.


Ele para.

Ele vê.

Ele se compadece.


A Palavra que Ressuscita

Jesus toca o esquife — algo impensável para os padrões religiosos da época — e declara:


“Jovem, eu te digo: levanta-te!”


Não houve oração longa.

Não houve ritual.

Houve autoridade.


A morte obedece à voz daquele que é a própria Vida.


O Milagre que Restaura Relações


O texto afirma:


“E Jesus o entregou à sua mãe.”


O maior milagre não foi apenas o jovem voltar a viver, mas uma mulher voltar a ter esperança.

Jesus não ressuscita apenas corpos — Ele restaura destinos.




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